
Semana corrida, corrida. Também! Vá organizar três eventos, um atrás do outro em agosto. Haja convite, organização e tempo para dar conta de tudo.

Projeto bacana que eu queria ver implantado em todo o País - aliás, ataque megalômano: no mundo inteiro.
O Programa de Reaproveitamento e Óleos Vegetais do Rio de Janeiro (PROVE), me foi apresentado pelo Thássius. É uma iniciativa da Secretaria do Ambiente, em parceria com a Usina de Manguinhos; a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP\COPPE\UFRJ); a Federação das Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis (FEBRACOM); o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR); e a RICAMARE (Rede Independente de Catadores de Materiais Recicláveis do Estado Rio de Janeiro).
O objetivo do programa é otimizar o reaproveitamento do óleo vegetal residual na produção de biodiesel evitando, assim, seu desperdício. O óleo de cozinha, quando não pode mais ser aproveitado, se for jogado na rede de esgoto, além de poluir os rios, baías e oceano - interferindo no equilíbrio desses ecossistemas - também causa o entupimento de canos, aumentando os custos de manutenção.
Sendo reaproveitado na produção de combustível, o óleo contribui para a geração de energia alternativa. Além do cunho ambiental e energético, o PROVE é também um projeto de social, pois insere cooperativas populares de catadores de materiais recicláveis na cadeia produtiva do biodiesel.
Fazer a doação, no Rio de Janeiro é fácil. Você pode procurar as cooperativas de coleta ou a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares, na Ilha do Fundão (serviço eu coloco aí mais embaixo, direitinho). E este projeto tem um efeito social lindo. Hoje o PROVE ajuda a aumentar a renda de 300 famílias. De acordo com a meta da refinaria de Manguinhos, que é de produzir 4,5 milhões de litros por ano de biodiesel, estima-se uma renda gerada às cooperativas renda em torno de R$ 2,7 milhões.
Para as águas do Rio de Janeiro, o efeito é imediato. São despejados de 19 a 27 milhões de litros de óleo por ano em nossas vias marinhas. Considerando que um litro de óleo contamina cerca de um milhão de litros de água, pode-se ter uma noção da gravidade da situação.
Na área energética, ganha-se também. A produção do biodiesel é limpa, sustentável e gera outros produtos bastante rentáveis.
Servição:
Para encontrar uma cooperativa, clique aqui.
Telefone para informações: 21-2598-9242
Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares
Cidade Universitária - Ilha do Fundão
Praça da Prefeitura
Rio de Janeiro – RJ
CEP: 2194-1971
Se alguém souber de outras iniciativas como estas, avise nos comentários ou no contato para que a gente possa divulgar.
Flyer encontrado no Flickr do Simmon Iddol.
O projeto De Olho no Clima está com um concurso para jovens de 18 a 29 anos, em parceria com o Canal Futura, para premiar as melhores idéias de curtas para mobilizar comunidades contra as mudanças climáticas. É o seu caso? Corra! As inscrições terminam dia 11 de agosto.
Funciona assim:
1. Grave a sua idéia, usando qualquer equipamento (vale até celular). Importa é explorar a sua idéia de uma maneira criativa em até um minuto. Mas atenção: a idéia tem que estar relacionada a uma ação já existente na área de meio ambiente e mudança climática. Então pesquise, pense, converse com as pessoas e saiba o que a sua comunidade está fazendo pelo planeta.
2. Coloque seu vídeo no YouTube. Coloque como nome do vídeo o nick (apelido) que você usou (ou pretende usar) para se cadastrar no site De Olho no Clima.
3. A. Se você já se cadastrou no site, faça seu login e preencha a ficha de inscrição.
3. B - Se você ainda não está cadastrado, faça isso e complete a sua inscrição.
Os autores das três melhores idéias serão selecionados por uma equipe do British Council e do Canal Futura para participar da Oficina de Produção de Vídeo Geração Futura, em que vão aprender técnicas de filmagem, a desenvolver roteiros, produzir e dirigir. Depois, ganham apoio para produzir o mini-curta, com duração de três a cinco minutos, com a idéia original apresentada na inscrição para o programa.
Os três vídeos produzidos serão divulgados no Canal Futura e no site De Olho no Clima. Aí o público entra em cena, para eleger o melhor vídeo. O autor do vídeo mais votado ganhará uma viagem para Londres
, onde visitará instituições ambientais e científicas - e vai dirigir uma vídeo-reportagem de até 5 minutos que será exibida no Futura.
Gostou? Mãos à obra que a história pede muita pesquisa e criatividade. Quem tiver dúvidas pode entrar em contato por e-mail, que há uma equipe pronta para responder.

Além de estar na roda da ecologia, este blog tem orgulho de também fazer o que pode pela cidadania. Política é de todo tamanho e eu sempre acreditei na micropolítica
, especialidade do Felix Guattari
- um filósofo francês que adoro e é difícil de ler, porque não muito claro. Mas é sensacional.
O Guattari foi nosso ídolo, lá pelos idos da faculdade (1984/85) quando se aliou ao movimento pelas rádios livres, que se transformaram em piratas e hoje são acusadas de derrubar aviões e causar distúrbios. Duh. Leia rapidamente o verbete da wikipedia para descobrir a razão da pirataria: não são autorizadas pelo Estado.
É exatamente aí que reside boa parte da gritaria quanto ao PL do Senador Azeredo. O ilustrissímo representante de Minas teve, inclusive, o desplante de cooptar um dos deputados paulistas (pode deixar que já mandei e-mail em repúdio, como eles gostam) para colocar o PL em regime de urgência na Câmara dos Deputados.
Não, não será por conta daquele amontoado de letras que vamos parar de navegar - e muito menos seremos presos. O grande perigo, como já disse o Caribé, é a gente encolher e parar de lutar contra os desmandos. Política - de todo tamanho - é feita por gente. Então não me venha com esta de que os políticos são corruptos, que política não presta pra nada, etc etc etc.
Eu vi o então Ministro da Saúde, José Serra, numa canetada ministerial, começar a mudar a cabeça dos médicos brasileiros - pelo bolso - quando passou a remunerar igualmente partos normais e cesáreas. Esta “canetada” foi fruto de uma luta de muitos anos de mulheres, suas associações, médicos mais esclarecidos (haja carniceiro entre os ginecologistas, é um horror). Ou seja: gente como a gente.
Nossa Constituição, aquela que foi promulgada em 1988, depois de muito tempo de ditadura, diz, nos seus princípios fundamentais (copiadão da primeira constituição feita na história, a francesa):
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Eu nem vou entrar no TÍTULO II (Dos Direitos e Garantias Fundamentais) - CAPÍTULO I (DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS), onde está o artigo quinto, parágrafo IV, tão espezinhado pela justiça (em minúscula de propósito) nos últimos tempos.
Se você acha que está tudo bem, que está certo polícia matar criança; que está certo policial ter medo de bandido; que a saúde funciona maravilhosamente bem para todo mundo; que as nossas escolas são maravilhosas e nossos professores valorizados; que está certo senadores terem verba de R$ 15 mil para torrarem como quiserem todos os meses em viagens e consultorias; pare de ler agora.
Não está tudo bem, não. Estão violando nossos direitos e ignorando o fato mais fundamental de todos: nós cidadãos somos quem tem o poder. Um fato que nós, inclusive, costumamos esquecer. No entanto, graças a uma liga de professores, uma petição, feita na internet, mais os nossos gritos fizeram o Senador Mercadante se mexer e remendar o PL como foi possível. Agora quero ver quem será o deputado salvador da pátria. Mas a questão não é só o PL do Azeredo.
É mais, muito mais. É a gente fazer valer a regra: este país é nosso! Falta a gente tomar posse. É a gente cuidar dele, fazê-lo crescer, florescer. Dá trabalho sim. Requer montanhas de tempo, energia, pesquisa. E aqui na internet isso está acontecendo em velocidades quase alucinantes. Enquanto eles estão se preocupando com os crimes, há muitas novas empresas nascendo, milhares de projetos de inclusão, um fervilhar quase palpável.
Os milhares de projetos fazem vender mais computadores, cujos preços só fazem cair, e os caras vêm criminalizar o meio? A gente conseguindo, finalmente, fazer o Creative Commons avançar - lentamente, lentamente, mas vai indo - e o pessoal quer que a gente não compartilhe nada? Como assim, Bial? Se você é preguiçoso, acha que não vai fazer a diferença, te conto: faz.
Que tal a gente conseguir mais de 100 mil assinaturas na petição?
Que tal a gente se comunicar com cada um dos deputados de nosso Estado e deixar clara a nossa posição?
Que tal a gente propor a discussão de um código que permita prender ladrões (virtuais e reais), pedófilos e outros vermes e ainda por cima continuarmos em rede, sem drama?
Entre na luta. O Caribé já começou a juntar os posts lá no Xô Censura. Publique o seu.

Já temos muitas inscritas. O blog já está no ar - com a colaboração inestimável e fofésima da Juliana Garcia Sales que passou o sábadão ajeitando o template e o layout comigo. Claro que conto com escudeiras pra lá de sensacionais também: Zel, Nosphie, Lu Monte e Liliana estão na roda, prontas para postar e convidar mais mulheres sensacionais e escrevinhadoras.
A Zel já convidou a Denize, da La Reina Madre - e acho que ela vem. Cabe a nós, entretanto, fazer piquete no blog para que traga junto consigo belezuras.
A Lu Monte vai convidar a Carol da Fofy’s Factory que também faz coisas bacanas. Já combinamos que quem vai leva comidinha. Já temos vários quitutes planejados - e como a Lu Monte chega na sexta à tarde, pode ser que dê tempo de usar o forno do Albergue para fazer brownie. Será?
Aguardem que tem mais de mês pela frente e muita coisa vai acontecer.
Ah, quer se inscrever? Corre lá no blog!

Semana corrida, poucos links. Três dias sem ler os feeds decentemente, literalmente correndo atrás do prejuízo.
- O David Lynch, cineasta de Cidade dos Anjos
entre outros, vem para uma palestra em BH, dia 6 de agosto, falar sobre Consciência e Processo Criativo. Na UFMG, imperdível. Via Webees
- Esta semana aconteceu o IV Congresso Brasileiro de Publicidade. Acompanhei pelas newsletters do Meio&Mensagem e houve ótimas discussões. Vale a pena ler o Manifesto Bossa Nova.
- Orkut é mais que o lixo que habita as mentes brasileiras: a comunidade de suporte à doação de medula óssea é servição. Corra para descobrir onde deixar seus 10 ml de sangue e salvar uma vida. (via Webees)
- Está com dificuldade para gravar no Skype? Eu e o Jonny Ken também. Ele mandou este tópico do Podforum que resolve nossos problemas.
- Como eu já disse, o Educar Já da Cybele completa um ano em agosto. Para comemorar ela criou um concurso bacana com a editora Papirus. Três livros bacanas para professores. Confira!
- O Thássius mandou um link genial, do PROVE, Programa de Reaproveitamento de Óleo Vegetal, inspirado nas minhas postagens verdes.
- Como nem só de notícia boa é feita a semana, o projeto de lei dos cibercrimes vai entrar em regime de urgência na Câmara. E a petição já tem mais de 62 mil assinaturas. Vai ficar parado aí? via Twitter.
- Não é exatamente uma novidade. Mas gostei do widget que o Netto fez para o Balela. É de graça, é fácil, é rápido - mas precisa entender um pouquinho de inglês.
- No TechZilla descobri que fui solenemente enganada. O Flock (outro navegador da nossa Mozilla Foundation, que faz o querido Firefox), tem uma versão ecológica que já vem com links verdes todo configurado. E lá vou eu atualizar a versão aqui (e já já tem uma resenha).
- O Becher fez um lindo tutorial de como atualizar o Wordpress sem grandes dramas, lá no Viamão Lotado. Quem sabe, assina.
- Achei n’O Guaxinim (que viu no GJOl) e achei legal: sisteminha para fazer o blog para mobile. Útil para quem não tem à disposição os muitos plugins para WP que cuidam deste assunto.

O logo não é mais este - até porque, o serviço já está em Beta. E ontem nasceu o mais novo portal de perguntas e respostas do Brasil. Conteúdo gerado por usuário na veia, serviço bem feito, mensagens claras, navegação fácil.
Claro que um beta é um beta e devem existir muitos bugs lá no serviço. Comigo se saiu muito bem ontem. Vejam o que consegui notar no pouco tempo de uso:
- perfil totalmente configurável, com perguntas à Orkut, facilmente reconhecível pela brasileirada que adora o serviço.
- Página inicial com perguntas e respostas rodando rapidinho, para você clicar à vontade
- Sistema de avaliação bacaninha e inteligente - não, ser humano, você não pode avaliar a sua própria resposta.
- Sistema de avisos que funciona. Só quem é da área sabe como é irritante quando o sistema não te avisa de coisas importantes - ser adicionado à rede de outrem, por exemplo - ou quando os links de confirmação não chegam
- Pontuaçào por participação: no seu perfil você vê o que já fez, quem são os seus amigos, edita a conta sem dramas. E o sistema, um anjo, te avisa das ações que só podem ser feitas uma vez (como a configuração da sua url pessoal) em bom português e com toda a clareza do planeta.
- Alguém parou e pensou em você, usuário: navegação por categorias, por tags, pelos amigos dos amigos. Tudo fácil, rolando macio como um motor de BMW.
- Pedidos de amizade incluem tipo de relação e recadinho pro seu alvo. Dá trabalho, mas é bacana.
- Sisteminha interno pra conversar por mensagens
Tá, é parecido com o Orkut - mas muito mais bonito. A cereja do bolo para mim são os banners rotativos da página inicial, feitos com o pessoal da WebCo e suas caras de pergunta… o melhor, pra mim, é o Manoel Lemos! Quem quiser escolher o seu preferido, conta aqui depois de fazer o seu cadastro, claro.

Vou ter que programar o post, porque sábado também tem NewsCamp lá no Gafanhoto. E será o dia de fazer a nossa Blogagem Política, a favor da liberdade de expressão neste país. Como apesar dos meus pedidos o seu Caribé não providenciou um selinho, sugiro que a gente use a montagem que o Nick Ellis fez dos selinhos contra o PL dos Cibercrimes.
Apesar de vários pontos críticos terem sumido do projeto, ele continua ruim. E sabem o que eu descobri acompanhando o IV Congresso Brasileiro de Publicidade? (entre com cuidado, não funciona bacana no FF) Existem mais de 300 (sim, trezentos) projetos de lei que interferem de alguma forma ou bem na propaganda ou bem na comunicação. Vamos combinar que está demais, minha gente? Leiam o manifesto que saiu do encontro. No M&M que ninguém merece site que faz cobertura linda e não individualiza link…
Blogagem coletiva já. Porque quem lembra da ditadura não quer aquilo nunca mais. E quem não lembra pode muito bem aprender que a vida é, sim, som e fúria.
Update: Desculpas, desculpas. Caribé fez selinho sim, dona Joaninha é que anda devendo a leitura dos feeds, meus fios.
