Tive o enorme e gigantesco prazer de reencontrar o Phil Gomes (e conhecer a Letícia Gomes) no Rio de Janeiro. Depois de almoçarmos juntos na Colombo do Forte de Copacabana, quando falamos de tudo um pouco, os acompanhei até a Editora Multifoco, onde Phil compartilhou seu gigantesco conhecimento de mídias sociais com o con-cunhado (pelo que entendi), Leo, da Editora Multifoco.
Na verdade era para eu ir até Santa Teresa, onde os ateliês estavam abertos, mas o lugar me encantou e eles permitiram que eu ficasse… fiquei. E tive o enorme prazer de conhecer uma editora bastante interessante. Quem me explicou a história foi a Letícia, superfofa. Eles lançam livros com tiragens pequenas, totalmente bancados por eles. A idéia é vender 60% da tiragem logo no lançamento e, depois, imprimem mais a pedidos.
O negócio tem sua extensão no casarão da Lapa onde nós fomos (pertinho da rua da Carioca, que ilustra este post). É o Espaço Multifoco (cujo endereço não encontro nem por decreto no site). Lá, festas, lançamentos e mil objetos de design do Marcos Feio. Encantei nos lustres feitos com caixas de fósforo.
Para completar, um site relativamente bem montado - eu não fico muito feliz em encontrar blogs não-atualizados desde fevereiro, vocês sabem. Você pode conhecer os autores, os últimos lançamentos, entrar em contato. Tudo bem direitinho (e um ponto zero).
Espero que eles tenham escutado - e apliquem - tudo o que o Phil mostrou naquela linda tarde. E, quem quiser, pode submeter seus petardos à Editora. Me disse a Letícia que acabaram de lançar o livro de uma blogueira (já esgotado).
Aê galera. Olhinhos ligados, dedinhos a postos. Tem promoção no Viamão Lotado - e você nem precisa falar mal de quem ganha presente, nem resmungar de jornalistas (ops, eu sou!), muito menos publicar código de conduta.
Para ganhar o USB MiniFridge basta escrever um post sobre o metablog do Jânio e do Becher. Só requer prática e habilidade. E você vai aprender um montão sobre blogs - plugins, dicas, how tos…
Viamão Lotado: um metablog de peso, escrito por dois pesos pesados. Mandem seus trackbacks (até dia 14 de agosto) e boa sorte.
Quando fiz o post sobre o projeto Rota da Reciclagem, a Anny comentou sobre a reciclagem de isopor. Então, Anny, este post é pra você!
Na minha cabeça, isopor é um super vilão na reciclagem. E pode ser mesmo!
Apesar de existirem processos que permitem reutilizar isopor como matéria prima na fabricação de outros produtos ou até transformá-lo de novo em poliestireno, é praticamente inviável fazer isso funcionar.
Além do isopor ter baixo valor no mercado, sua densidade e peso são baixos. Para ter uma idéia, basta saber que um caminhão tanque lotado de Poliestireno Expandido transporta apenas cerca de 190 kg de isopor. Para a reciclagem, é preciso juntar toneladas de isopor, quer dizer, ter enormes espaços nos depósitos para acumulá-lo e muitas viagens para transportá-lo.
Some-se a isto, a desvantagem ambiental do longo tempo de decomposição na natureza e entenderemos por que isopor é tido como um vilão da reciclagem.
A Associação Brasileira de Poliestireno Expandido, Abrapex, mostra o processo em detalhe e ainda tem um guia de padronização. No site da Prefeitura de S. Paulo, descobri que faço tudo certinho: lavo, seco e mando para a coleta seletiva. A notícia de 2006 diz o seguinte:
Levado às centrais de triagem, o isopor é separado dos demais resíduos, compactado e comercializado. Atualmente são recicladas trinta toneladas de isopor por mês. A expectativa é que esse número dobre, melhorando a qualidade de vida de quem participa da coleta seletiva e da cooperativa que comercializa o material, pois o valor arrecadado é revertido para os cooperados.
Já a Revista Sustentabilidade conta (há quase um ano atrás) que as empresas iriam fazer uma campanha para aumentar o recolhimento do material, que estava em 20%. Pouco, se a gente pensar que recicla 98% do alumínio.
Aqui em casa eu tenho uma tradição: evito isopor como se fosse o diabo. Claro que às vezes não dá pra correr: hoje mesmo veio uma bandejinha junto com o lombo de porco. Tá gente, tá, não é pra comer carne, mas eu como um pouquinho… São as piores bandejinhas, inclusive, porque agora o povo inventou de “incorporar” o absorvente. O resultado é que não dá pra reciclar.
Parênteses. Hoje, na fila do supermerecado, vi uma cena que nunca imaginei: alguém comprou pokãs sem colocar no saquinho. Fica mais difícil para a moça pesar, mas evita um saquinho. A esperança de uma consciência mais profunda morreu com o ensacamento nos saquinhos do supermercado… mas é uma luzinha, eu sei que é.
No caso do isopor, o que você diz? Reduzir, reusar ou reciclar? Dá para ter os três ao mesmo tempo?
Nos dias que vivemos isso faz todo o sentido. Se você escolher ficar aí parado, sem fazer nada, vai dançar, querido internauta. O PL do Senador Azeredo está correndo rapidamente lá no Senado e deve voltar, logo, logo, ao plenário da Câmara dos Deputados. Nós, internautas do bem, precisamos fazer alguma coisa para parar com este projeto de lei.
O Sérgio Amadeu está convocando todos a entrarem na luta contra o PL. Fiz a minha parte. Entrei na página do Senado e mandei um e-mail com o manifesto da Petição On-line e o título: Por favor, impeça a criminalização da internet Brasileira. Nós precisamos dela para educar, aprender e melhorar nosso país!
Claro que só recebi resposta do Senador Eduardo Suplicy, cujo secretário promete acionar o Senador Mercadante, que participa da Comissão onde está o PL… já é alguma coisa. Eu fico horrorizada (pra ser hipereducada) com o simples pensamento que cada arquivo no meu navegador (uma cópia, não?) constitui crime. Fico ainda mais preocupada com a instituição de verdadeiros gatekeepers que vão olhar e dizer onde é que estive - não que isso já não aconteça, afinal, o google sabe direitinho cada passo e pesquisa que faço. O detalhe sórdido: eu confio (hoje) mais no google do que no governo deste país. Aliás, heresia, eu confio mais na Microsoft do que no governo do Brasil. Na Boa!
O Sérgio Amadeu com toda a sua capacidade analítica e sociológica já fez todo o trabalho de dissecar a história do Projeto de Lei e os seus detalhes.
O Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo quer bloquear o uso de redes P2P, quer liquidar com o avanço das redes de conexão abertas (Wi-Fi) e quer exigir que todos os provedores de acesso à Internet se tornem delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso. É o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede.
A neutralidade da rede é exatamente o ponto. Nesta expressão reside a nossa possibilidade de produzir diferença, camadas múltiplas de conhecimento, informação diferenciada, novos negócios. Este projeto, até onde posso ver, inviabilizaria milhares de ações que a gente faz todos os dias - como mandar aos amigos arquivos de vídeo, foto, texto…
Pior:
O projeto, se aprovado, colocaria a prática do “blogging” na ilegalidade, bem como as máquinas de busca, já que elas copiam trechos de sites e blogs sem pedir autorização de ninguém! Se formos aplicar uma lei como essa as universidades, teríamos que considerar a ciência como uma atividade criminosa já que ela progride ao “transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado”, “sem pedir a autorização dos autores” (citamos, mas não pedimos autorização aos autores para citá-los). Se levarmos o projeto de lei a sério, devemos nos perguntar como poderíamos pensar, criar e difundir conhecimento sem sermos criminosos.
Se você, leitor, quer garantir a sua liberdade - e a preservação da internet como a conhece, corra para assinar a petição on-line. Se também for blogueiro, prepare suas armas: dia 19 de julho, domingo sábado, está convocada a Blogagem Política Coletiva. Pela liberdade e neutralidade na internet. Hoje e sempre.
Alguém pode me explicar porquê diabos um país assina tratados, a gente faz um esforço danado para reduzir, reusar, reciclar - enquanto não há nenhum avanço para preservar a pouca mata que nos resta? A gente perde dinheiro, seres humanos do além!
O nome do homem que conta tudo é Hugo Penteado, autor de ecoeconomia, que já está na alça de mira da dona Joaninha. Enquanto eu não chego, o portal do Instituto Ethos fez uma entrevista com ele (a Marília Gabriela também, mas quem acha alguma coisa naquele site da GNT???)
Vai um trechinho aqui, só pra vocês irem lá ler tudo, ok?
Eu não sou ecologista, eu continuo sendo economista. Mas o primeiro aspecto é que não dá para separar as duas coisas. Eu acho que isso é um grande mito. O ser humano acha que ele é capaz de produzir alguma coisa. Infelizmente, a má notícia que eu tenho para dar é que o ser humano não produz nada. O ser humano não produz nem matéria, não produz energia. Ele é um mero transformador dos recursos. E isso significa que tudo que está em nossa volta, sem exceção, veio da natureza, inclusive o sistema econômico. Então não dá para escapar disso. As duas coisas estão extremamente interligadas e interdependentes. E a outra má notícia é que o sistema econômico não é a ponta forte. É a ponta fraca porque o meio ambiente oferece serviços que nós não somos capazes de produzir e que estão sendo abalados por causa da nossa atuação precária e descuidada em relação ao ecossistema.
Prometo que escreverei mais sobre ecologia e economia. Já já, neste mesmo eco-canal.
Para começar os trabalhos da segundona, um relato do Descolagem, no Nave, no último sábado, dia 5. Comece pela versão oficial, recheada de ótimas fotos, por Beto Largman. A seguir, passeie pelos links, fotos e comentários, no Livestream do BlogBlogs para o evento. Vale também usar Summize ou Tweetscan para ter uma idéia dos comentários.
Apresentações bacanas, construtos em disparo, linhas de força se apresentam. Nas entranhas da Zona Norte carioca, um farol começou a brilhar. A conexão entre tecnologia e educação inventada por uma equipe sonhadora reuniu algumas das melhores estrelas deste país - numa sala perfeita, recheada com tomadas e um wi-fi que fez inveja - para tocar em pontos sensíveis de nossa história em construção.
O vídeo de Beto e Nepal, embora um pouquinho comprido demais para a minha TDAH, os depoimentos pontilhando as apresentações (calma, já já eu falo), a sensibilidade do Cris Dias na “mesa de corte” ao vivo, o twitter disparando a cada segundo perguntas e comentários… Tudo conspirou para o sucesso.
Para começar: Lucio Abbondati. Eu não conhecia o mago carioca dos jogos, mistura de Paulo Freire com médico e escritor. Iluminado, Abbondati falou da importância dos jogos e da diversão na educação e na formação de nossas crianças, jovens e, porque não, adultos. Amei de verdade foi a resposta dele para uma professora e mãe presente: é preciso preencher todos os espaços. Jogar junto com eles, dizer o que pode, explicar o que não pode e oferecer uma alternativa.
Foi então que a Revolução invadiu tudo, sem meios tons…
E Fábio Seixas + MarcoGomes mostraram como é que se escovam bits para fazer sonhos virem ao mundo.
Depois de um breve intervalo, o filé: Silvio Meira, em vídeo e videoconferência, num papo que rendeu muito. E economizou fortemente créditos de carbono.
Para encerrar, Cosplayers encenaram a (in)Justiça, em montagem de Ronaldo Lemos. E ficou resolvido: vambora brecar o PL do Azeredo. Agora, moçada que o negócio está andando estranhamente muito rápido lá no Planalto Central…
Blog é página pessoal, é registro de tempo, é expressão, é alguém falando o que pensa/acha/acredita para quem quiser ler. Blogueiros não têm sindicato, salário, férias, mas fazem muita, muita hora extra. Blogueiro não é jornalista nem publicitário: poder ser tudo e nada, teenager ou mãe de família, cabeleireiro ou alto executivo.
Cada um tem a audiência que merece, a credibilidade que conquistou. Por mais que não exista um código formal ou qualquer regulamentação na blogosfera, todo mundo sabe que a lei da transparência está no DNA de cada blogueiro.
Os anunciantes estão descobrindo a melhor maneira de usar esta ferramenta para chegar a nichos que beiram os meios convencionais de comunicação. Blogs são interessantes porque consistem em doses periódicas de conteúdo assinadas por alguém que cativa audiências com interesses afins. Muito já se tentou: blogs fictícios, personagens, banners, até o famigerado post pago disfarçado de post autoral, modalidade repudiada pelos blogueiros que prezam pela sua credibilidade e respeitam seus leitores.
Atualmente, a melhor alternativa para as marcas entrarem em blogs é proporcionar experiências aos seus autores. Pode ser uma festa, um produto, alguma informação relevante e inédita, não importa. O blogueiro recebe este material e resolve se irá publicá-lo ou não. Quando publica, o faz da sua maneira, ressaltando o que lhe parece interessante dizer.
Blogueiro de verdade fala a verdade, doa a quem doer.
Blogueiro de aluguel é quem não conhece a dinâmica do meio e tenta enganar.
Mas não adianta: o diálogo acaba não acontecendo porque fica mentiroso, vazio, falho.
Quem rouba no jogo é blogueiro de aluguel. Quem censura a livre expressão dos blogueiros não deveria nem participar da discussão. Antes de ser mídia ou veículo, blog é opinião registrada de quem tem voz ativa e diz o que pensa: eu não sou blogueiro de aluguel.