Ladybug Brasil

Sobrevôos, descobertas, achados. Me deito na web para que as joaninhas (ladybugs, mariquitas) apareçam. Sob meus dedinhos, embaixo dos teus olhinhos.

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Papel ecológico direto da Argentina

March 5th, 2009 · 11 Comments

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StarTwist do Flickr de EricGjerde, em CC

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A dica veio da Zel – que também adora coisas verdes: papel feito com fibra de cana, ecológico. Fui lá no Celulose On-Line checar a notícia, procurei que procurei o site da firma (não tem), mas achei um e-mail de contato.

A história: A ArtMania, empresa de Campinas, está importando papel feito com fibra de cana – na Argentina. O papel ecológico tem características similares ao papel comum: é branco, mas não é reciclado. O proprietário da Art Mania, Luciano Rodrigues dos Santos, explica que o papel ecológico tem qualidade até 80% superior aos reciclados comuns.

O produto é fabricado pela indústria Papelera Tucumán, localizada na Província de Tucumán, na região noroeste da Argentina. Trata-se de um papel de tamanho A4, na cor branca, com gramatura de 75g/m3, fabricado com a fibra de cana. No Brasil, é comercializado com a marca Tempo. “Por ser fabricado com a fibra longa da cana, o papel ecológico usa menos cloro no processo de branqueamento, além de evitar a queima da cana e a colocação do bagaço em aterros, ações que prejudicam o meio ambiente”, diz Luciano.
Claro que mandei um e-mail para o moço pedindo explicações: puxa vida, o Brasil, maior produtor de cana, importa papel de cana da Argentina? Sim. No Brasil o bagaço é usado para gerar energia termo-elétrica (incentivo governamental, inclusive).

O produto não custa muito caro – pouco menos de R$ 10,00 a resma (quanto é isso, mesmo?) e pode ser encomendado através do e-mail vendas [@] artmania.com.br

P.S. Tenho conversado muito com os companheiros do Faça sobre maquiagem verde nas empresas. (parece não ser o caso deste produto). Agora que está claro que aquecimento global existe, que os oceanos estão em crise e a Amazônia está indo abaixo, todo mundo quer ser verdinho. Pense nisso e fique de olho. Nós, cidadãos e consumidores, somos co-responsáveis por tudo o que acontece no Planeta.

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11 responses so far ↓

  • 1 Diego Camara // Mar 5, 2009 at 1:04 am

    Pois é… parece que os “japoneses deles” são muito mais espertos que os nossos…

    Enquanto nós ficamos aqui nos grudando a papéis feitos de plástico para tentar de alguma maneira diminuir o prejuízo com a natureza (como publiquei em um artigo no blog onde escrevo), eles utilizam de um produto que parece ser muito bom, barato e totalmente viável (pelo menos foi o que me pareceu no texto).

    É, ainda temos muito o que aprender pelo visto… infelizmente…

  • 2 Lucia Freitas // Mar 6, 2009 at 1:47 am

    Pois é, Diego, é isso mesmo. Queimar bagaço pra fazer energia deve dar mais $$$ que fazer papel… é só o que posso imaginar.
    obrigada pela visita

  • 3 Manoel Gonçalves // Mar 10, 2009 at 12:37 pm

    Oi, Lúcia, muito legal mesmo esse post. Além de sermos um dos maiores produtores de cana temos também uma indústria papeleira bem forte (VCP – Votorantim Celulose e Papel, Suzano, International Paper, Aracruz, Melhoramentos e muitas outras). Na onda do reciclável e do ecológico, acho que esse tipo de papel, assim como pesquisas com outras matérias-primas, seria muito útil ao país e ao mundo. Acho que falta ainda muito incentivo do governo e investimento dos empresários, sem falar no custo dos produtos ecológicos, que acaba sendo alto, o que desestimula a compra, principalmente se as pessoas estiverem com o a grana curta e o fator preço for decisivo na aquisição. Respondendo ao seu questionamento: resma é uma medida usada para um monte de papéis, muito utilizada na indústria gráfica e papeleira, que denomina um pacote de 500 folhas. Embora eu já tenha ouvido “uma resma de 200 folhas” ou “uma resminha”, mas quando se fala resma já fica entendido que são 500 folhas mesmo.
    Abraços.

  • 4 Lucia Freitas // Mar 13, 2009 at 5:07 am

    Nada como ter um leitor que sabe responder as perguntas que a gente não pesquisou no tio Google. :D
    Olha, depois que descobri que o papel higiênico norte-americano é o menos ecológico de todo o mundo, por conta da sua fofura que gera poluição sem fim, eu tô achando que a gente é primeiro mundo.
    bj

  • 5 Cyro // Jun 3, 2009 at 12:38 pm

    Para jogar um pouco de pimenta no assunto, a indústria papeleira do Brasil é muito ortodoxa, não aceita novidades na área. O advento do papel ecológico foi uma tremenda jogada de marketing para a indústria ficar bem com a população. O papel que eles dizem ecológico, aquele todo escuro com marcas de pequenos fiapos, ou até os mais novos que se tornaram um pouco mais claros e sem as marquinhas, todos sem excessão, continuam sendo feitos com fibras de eucalipto, uma árvore que não é nativa do país, portanto não sustenta fauna ou permite o desenvolvimento da flora. A composição é de 75% de fibra virgem e 25% de fibra “reciclada”, ou seja, bobinas que não passaram no teste de qualidade ou que vincaram no processo de fabricação, elas ainda não saíram da fábrica e retornam para compor o papel dito ecológico, bem como as aparas de papel oriundas das gráficas, que restaram depois do processo de corte das resmas (66X96cm), portanto não passaram por impressão.
    Para se obter a coloração escura a massa é tingida com corantes, assim, “engana-se” a população que visualmente se lembra de quando se faz papel reciclado em casa, o resultado é uma massa com esta cor. Com este trabalho no imaginário das pessoas eles garantiram um bom lucro.
    Só para finalizar, o custo para se produzir papel branco a partir de papéis já impressos e utilizados é 69% maior que o custo de fabricação de um papel a partir da celulose virgem.
    Este tipo de reciclagem é feita ha muitos anos para fabricação do papelão. Porque será que ele é tão escuro, não é?
    Espero ter ajuda na compreensão do assunto.
    Abraços.

  • 6 Lucia Freitas // Jun 3, 2009 at 7:13 pm

    Nossa, Cyro.
    Agradeço tremendamente o seu comentário. Realmente não sabia tudo isso sobre a produção de papel. Agora caiu no meu colo a questão das pilhas…
    E de grão em grão a gente descobre o tamanho do descalabro que nos cerca… vc viu a minha solução para não imprimir comprovantes?
    abraço

  • 7 Guilherme De Prá Neto // Oct 18, 2009 at 10:52 pm

    Papel de cana, a 1a empresa no Brasil a trabalhar com esse produto foi a GCE papeis, empresa inteligente constituida por profissionais com mais de 20 anos de experiencia em produção de papel, outros vieram copiando, no site da GCE tem muita informação sobre esse produto, sobre meio ambiente, que sem duvida é muito importante para as pessoas, as empresas e o planeta.

  • 8 ana // Dec 3, 2009 at 3:14 pm

    Somente uma observação aos comentários inteligentes e esclarecedores já feitos .
    Hoje o papel Marca Tempo tem em sua composição 70% de fibra de cana e 30% de fibra de eucalipto .
    E a qualidade do papel já tem boa aceitação entre os consumidores , embora não seja “branquinho”, isto é ,azulado como o nacional .
    O papel Tempo é em 75 gr/m² .
    A mesma fabrica está lançando o Naturaleza que é composto de fibra de bagaço de cana e aparas de primeira ( totalmente reciclado )

    abraço

  • 9 karen staelly // May 10, 2010 at 10:30 am

    como eu faço para vender papeis usados?

  • 10 Dorival // Jul 15, 2010 at 8:33 am

    Legal! Parabéns pelo blog. Posso dar meu testemunho pois a empresa onde trabalho só utiliza esse papel “Tempo”, o papel é ótimo e quase não tem diferença do comum. Compramos de uma empresa que inclusive vende on-line: http://www.celulosepapeis.com

  • 11 Jean Carlos Wagenknecht // Jul 28, 2010 at 11:51 am

    Bom Dia, quem vende esse papel A4 branco aqui no brasil?

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