Träsel pra variar manda bem no artigo sobre o grande Firewall australiano. Isso para mim tem gosto de ditadura, de alguém me dizendo o que posso ou não posso. Já vivi a diferença entre os anos 70, com LPs que vinham nas malas, livros que chegavam ás escondidas, filmes mutilados e sessões interrompidas por Doicodis da vida… Já vi o mercado escancarado e a gente fazendo festa na Amazon até que os livreiros nacionais conseguiram fazer um lobby e acabar com a nossa farra. Estou vendo as gravadoras (e agora estúdios) tentando de um tudo para cercar seus conteúdos. Tá certo? É deles… milhões de dólares investidos… acesso democrático? Ganha dinheiro, babe.
Mulherada: vale a pena acompanhar bem de pertinho a série que a Maristela está produzindo no Mamablog sobre meio ambiente e câncer de mama. As diferenças entre FDA e Anvisa estão ficando, para mim, constrangedoras. Isso porque no sistema público de saúde que eu conheço conseguir uma mamografia (e mesmo um simples papanicolau) é coisa de três meses. Assinem feed, visitem, peçam para receber por e-mail, mas o conselho é: não percam, leiam e prestem atenção ao que estão consumindo.
Odeio guerra. Desde sempre. Não resolve nada, causa mal pra todo lado. Além dos quase 900 (estou escrevendo na segunda, ok?) mortos em Gaza, a recente ofensiva israelense teve um efeito mais que perverso e pessoalíssimo em mim. Desde que conheci Jerusalém, a cidade de pedra branca, sempre quis viver meus últimos dias por lá. É linda, o céu de Israel é realmente especial, berço espiritual para tantos, tantos, uma encruzilhada bem interessante. Não mais. Tudo isso para dizer que a Paula Goes fez um apanhado bem bacana sobre as nossas Gazas locais no Global Voices. Pois é, melhor escolher o lugar para viver o fim de meus dias por aqui mesmo, não? Update 1: Sergio Amadeu escreveu um post bem bacana e quase poético com o qual eu concordo: os muros, bombardeios e bloqueios israelenses têm gosto de nazismo. E, de novo, não resolvem.
update: O Escriba publicou um texto de um judeu dizendo exatamente o que muitos de nós sentem.
Causo à parte o design da página 2009 do FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (de 27 de julho a 31 de agosto de 2009 no Sesi Paulista, em S. Paulo)… Lembrar de MS DOS e seus velhos comandos é sensacional. As inscrições estão abertas até o dia 10 de março para trabalhos nas seguintes categorias: Net-Art, Video-Instalações, Trabalhos Interativos, Games, Performances Robóticas, Trabalhos de Hipermídia, Ações Telemáticas, Inteligência Artificial, Cinemáticas Interativas, Realidades Expandidas, A Nova Cultura de Interface, Imaterialidades Tangíveis. As inscrições são no link aí em cima.
Desistam, seus alienados, tudo é política. A marca de cerveja, o carro, escolher andar a pé, preferir Macs. O teu jeito de amar, o uso das palavras, as crenças. Políticas, micropolíticas, macropolíticas. E eu apóio a iniciativa do Milton Jung da CBN-SP (parece que a presença dos caras entre os campuseiros ano passado teve ótimos efeitos, tem até twitter @adoteumvereador): eles criaram uma wiki para cada um acompanhar um vereador em Sâo Paulo e ajudar o trabalho da Transparência Internacional. Fiscalizar, meus caros, é dever de cada cidadão. Vale, neste post, lembrar o Nariz de Palhaço, do Fabiano Keller, que anda paradinho, mas também ajuda a colocar a boca no trombone. Olho vivo nos políticos. Enquanto a gente não tiver voto distrital, isso não quer dizer muito, mas a proximidade e a conversa, a gente sabe bem, podem fazer toda a diferença.
Quando eu vejo emoção os olhos umedecem. E não tem política nem burrice que me tire do sério. Quando eu preciso de uma emoção da muito boa eu tenho diversos cantinhos queridos na rede, que vocês tão cansados de saber. Hoje (terça pra quarta de madrugada), o troféu foi de novo pra Rainha Mãe que cuida das nossas belezuras. Gente! O que é uma receita de massa de mandioca com emoção? Eu vou ali comprar mandioca no super 24 horas, esquecer que tem Campus Party e tenho dois posts pendurados e já já eu volto, tá? Ah, sim… tudo isso porque fui lá ver se ela já tinha soltado o post sobre o mural que o QXT deixou no Ateliê e eu acompanhei de longe, no MSN… Com vocês, o vídeo:
Num dia mais pra ruim que pra bom (quarta-feira), resolvi ir ao vegetariano. E saiu um post aqui sobre o assunto. O Raphael Perret não deixou por menos e mandou uma lista linda de restaurantes vegês e orgânicos no Rio de Janeiro. Vale a pena conferir e testar.
Pela paz no trânsito em S. Paulo! Esta semana não foi boa nem bonita na mesma quarta-feira. Um ônibus simplesmente atropelou e matou uma ciclista na Avenida Paulista. Márcia Regina Andrade Prado, ciclista experiente, participante das bicicletadas e registrada no Apocalipse motorizado faleceu. A cada morte, seja em Gaza ou na Paulista, o mundo perde muitas oportunidades. E mortes estúpidas – tanto em Gaza como na Paulista – são resultado de idiotice e descuido. Quando a gente se deixa levar pela automatização e pela mecanização, perde-se a humanidade. A gente se descola do fato simples e claro: somos todos parte do mesmo mundo e do mesmo ecossistema. Não importa se o indivíduo é um morador de rua ou um milionário, se é um motorista ou um ciclista: somos todos iguais e partes importantes, contribuintes do mundo, do planeta. É triste ver uma chama apagar-se desta forma. Triste demais. Entre os posts abaixo listados recomendo fortemente do do Mario Amaya, no Different Thinker que está muito bom (mas não li todos, confesso).
Veja todas as manifestações sobre o assunto (devidamente recolhidas pelo Apocalipse):
Luto pela morte de ciclista – 1 – cmi
Luto pela morte de ciclista – 2 – cmi
O motor venceu – e você com isso?
Sempre Márcia – pedalante
Sua pressa vale uma vida? – cmi
Vivemos a guarra, aqui na cidade – luciana cm costa
Fique em paz, Márcia – cmi
Márcia será sempre a nossa primeira dama – fixa sampa
Guerreira do asfalto – vendedor de bananas
Vida de ciclista – e você com isso?
Cicloativistas paraenses realizam Bicicletada Márcia Prado, contra a violência no trânsito – raoni
Márcia Regina de Andrade Prado – ciclobr
Chega de sociedade do automóvel – ecologia urbana
Não esqueceremos
Uma bicicleta parou na avenida Paulista – blog transporte ativo
Morrer na contramão – quintal
Ciclistas de luto – renata falzoni
Dia maldito na cidade maldita – Different Thinker
a gente sente muito – eu vou voando
Um mundo sem carros – olhos recém nascidos
Adeus, amiga – aninha
Após morte de ciclista, movimento faz homenagem na Avenida Paulista
boney
terra tv
Humanizar pra que? – rated b for bizarre
Ciclista morre atropelada na Av. Paulista – CMI Brasil
nota editorial – movimento nossa são paulo
Se ele der 20cm, eu já fico feliz – panóptico
Sem palavras – xpk
Paulista manchada de vermelho – milton jung
pedale em paz – Lilx
luto – bicicletada curitiba
Mais um luto – soninha
Vale a pena conhecer a página da exposição Exactitudes. As fotos já estão rodando o mundo há anos… E os grupos de pessoas parecidas dizem tudo. Dica via webees.





1 response so far ↓
1 Morte da ciclista em São Paulo: é este o trânsito que queremos? | Butuca Ligada // Jan 19, 2009 at 1:23 pm
[...] Vejam outros textos sobre o lamentável episódio (via, mais uma vez, Lucia Freitas): [...]
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