(via lifehacker) O Carbon Planet Flight Emissions Calculator, te conta qual o tamanho da pegada verde do seu vôo. Fiz o teste com a situação bastante real da vinda da Nospheratt a São paulo para o LuluzinhaCamp e o BlogCamp… A Nosphie consumiu, segundo a calculadora, o,6 toneladas de carbono. O pior, no final, foi a trabalheira para descobrir uma calculadora que conte quantas árvores são necessárias para neutralizar este tanto de carbono.
Explico: as calculadoras bacanas fazem a conta a partir de informações específicas (transporte e hábitos, por exemplo), fornecidas pelo usuário. Duro é que você precisa combinar especifidades para chegar a um número – o que várias não permitem. Impossível descobrir quantas árvores são necessárias para fixar um pedacinho de sua pegada… ou tudo ou nada.
Fica a sugestão para uma calculadora verde no Ecoblogs – uma que permita neutralizar apenas os comportamentos mais “impactantes”. Afinal, os outros a gente trata com mudança de hábitos, não?







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1 Aracnus // Sep 8, 2008 at 8:21 am
Olá Joaninha,
Não sou muito fã dessas “calculadoras verdes”. Apesar delas darem uma idéia geral do impacto e de como mitigá-lo, desconsidera uma série de questões biológicas.
Entre elas está o fato de que, em diferentes estágios da sua vida, as árvores consomem e liberam diferentes quantidades de CO2. Além disso, dão a impressão de que todas as árvores “funcionam” do mesmo jeito. Isso serviu de argumento, por exemplo, para as extensas plantações de eucalipto, que muito mais prejudicam do que ajudam o meio ambiente, gerando os chamados “desertos verdes”.
Além disso, ao invés de resolver o problema, tentam tamponá-lo: não precisa parar de emitir CO2, basta plantar mais árvores (eu sei que discussões mais sérias vão além disso, mas, cotidianamente, esse é o argumento que vemos).
Por fim, desconsideram que grande parte do CO2 atmosférico é absorvido pelo fitoplâncton (aquela mistureba de algas e microrganismos presentes no meio aquático). Inclusive, pela sua própria natureza dinâmica (e pela quantidade de água no planeta), eles são mais eficientes para esse controle do que as árvores.
Mas isso é mania do ser humano. Decompõe um problema em partes e sai arranjando soluções específicas pra cada uma delas. Isso NÃO dá certo em uma escala maior, especialmente planetária. Enquanto não aprendermos a avaliar o todo, a considerar o planeta como uma grande unidade biológica com diversas nuances, vamos continuar batendo cabeça. Como a famosa história dos coelhos na Austrália…
Um grande abraço!
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