Ladybug Brasil

Sobrevôos, descobertas, achados. Me deito na web para que as joaninhas (ladybugs, mariquitas) apareçam. Sob meus dedinhos, embaixo dos teus olhinhos.

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composteira para todos

August 3rd, 2008 · 9 Comments

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A Lu Monte encontrou a última maravilha da tecnologia da compostagem. É o Nature Mill. Uma composteira compacta (custa US$ 300,00) que você pode ter em casa - sim, eles mandam para o Brasil.

NatureMill - composteira automática em casa

NatureMill - composteira automática em casa

Do tamanho certinho para colocar até dentro do gabinete da cozinha, esta engenhoca ajuda a acabar com o lixo, como propõe o Jorge no artigo de sexta-feira.

A engenhoca, movida a energia elétrica, transforma seus restos de comida em adubo - rico em nitrogênio e ótimo para colocar na sua horta, nos vasos.

Com capacidade para 55 kg de lixo orgânico, o Nature Mill adiciona ar, ambiente quentinho e pequenos aditivos (cal e serragem, já inclusos no pacote), mais um filtro para eliminar odores e produz logo ali algo que é valioso: adubo.

Conheci a minha primeira composteira por volta de 1990, na casa de uma amiga que vivia no “meio do mato” (Embu, quilômetro 26 da Raposo Tavares). Ela simplesmente cavou um buraco no quintal, onde despejava todo o lixo orgânico da cozinha e cobria com terra. No final do mês, o lixo tinha virado adubo - ia para os canteiros - e o processo começava novamente.

É um enorme desperdício o que se faz com o lixo orgânico por aqui. Ele vira chorume, metano, exige montanhas de investimento para ser tratado. E poderia virar algo mais bacana: adubo. Antigamente a Prefeitura aqui de S. Paulo tinha uma usina de compostagem - na região da Vila Romana, às margens da Marginal do Tietê. Quem conheceu lembra do mau-cheiro eterno. Informação retirada da tese de doutorado de Luciana Pranzetti Bandeira, defendida na Faculdade de Saúde Pública da USP:

No Brasil, 60% da composição dos resíduos é matéria orgânica passível de reciclagem por meio do processo de compostagem, um método simplificado e sem custos elevados para o seu tratamento sanitariamente adequado. No entanto, as usinas de compostagem são vistas somente como grandes obras de engenharia, capazes de reduzir o volume de resíduos, produzindo um composto de baixa qualidade e vendido a preços irrisórios.

O funcionamento do equipamento é descrito numa imagem:

como funciona - divulgação

como funciona - divulgação

No compartimento de cima, o lixo é misturado, areado e aquecido. Quando se decompõe, cai na bandeja inferior, onde o processo segue em frente. Uma luzinha vermelha avisa quando o composto está pronto lá embaixo.

Adaptado para as voltagens de todo o planeta (funciona de 110 a 240 V), o equipamento pode requerer adaptadores para a tomada (nada grave) e o filtro, de carvão, dura de 4 a 5 anos. Se não quiser comprar o refil da empresa, não tem problema: você mesmo troca o carvão ativado e pronto.

Você pode instalar na cozinha, na garagem, na lavanderia e até no quintal, exposto a chuvas e trovoadas. Eles sugerem uma tomada especial para o último caso, mas cá entre nós: é um equipamento bacana para colocar bem perto de onde a gente separa o lixo…

O consumo de energia, diz o press-release, é de 5kWh/mês. E o resultado é um suprimento constante de adubo da melhor qualidade - para o jardim, a horta, seus vasos. Lançado no começo deste ano, por engenheiros comprometidos com o meio ambiente, o Nature Mill está vendendo muito bem entre os nossos irmãos do norte. Uma ótima idéia muito bem feita. E recomendo, aos leitores que conseguem entender inglês, um longo passeio pelo site dos moços. É um exemplo de boa construção.

9 responses so far ↓

  • 1 jorge cordeiro // Aug 3, 2008 at 8:50 pm

    E ai, foi lá no Pacaembu hoje? Eu tentei, mas nao consegui. Falei com o Tamanaha e ele me disse que foi maneiro… bjs!!

  • 2 composteira para todos | lowerautoinsurance // Aug 3, 2008 at 8:55 pm

    [...] Original post by Lucia Freitas [...]

  • 3 zel // Aug 3, 2008 at 11:41 pm

    eu preciso disso pra viver! será que cobram um absurdo de imposto? aliás, queria saber como funciona imposto em importados desse tipo…

  • 4 Sérgio Pamplona // Aug 4, 2008 at 11:32 am

    Parece interessante, mas vejo alguns probleminhas: mais consumo de energia, mais dependência tecnológica (equipamentos quebram e precisam de manutenção) e mais importação. Em Brasília, duas moças inventaram algo parecido mais que em vez de ser uma engenhoca tecnológica (mais uma!) é um criatório de minhocas, que deve ter um tamanho similar a esse. Então, em vez de energia elétrica, a energia vital de milhares de minhoquinhas simpáticas. E vc ainda ganha um bichinho de estimação para cuidar! Vejam em http://www.minhocasa.com.

  • 5 Lucia Freitas // Aug 4, 2008 at 10:25 pm

    @Sérgio Pamplona: eca! Olha Sérgio é bem bacana isso, mas prefiro, do fundo da alma, ser dependente tecnológica. Eu morro de nojo de minhoca…

  • 6 Lucia Freitas // Aug 4, 2008 at 10:27 pm

    @zel: não consegui apurar nadica disso. Imagino que como não há similar nacional (que eu saiba) eles não cobram impostos exorbitantes. Mas é esperar demais de nosso governo. Vou apurar isso e fazer um update, combinado?
    bj

  • 7 zel // Aug 7, 2008 at 6:35 pm

    OBA :) (mas eu SUPER simpatizei com as minhocas, acho fofas…)

  • 8 Lucia Freitas // Aug 9, 2008 at 12:05 am

    @zel: ai ai Zelinda… minhoca não! :(

  • 9 Flavinha // Sep 16, 2008 at 5:27 pm

    A galera aqui de Brasília tá usando bastante, o pessoal da minhocasa tava com fila de espera (eu estou inscrita). Custa R$ 195,00 e as minhoquinhas ficam lá dentro, bem longe dos nossos olhos. Ele falaram que não há risco delas escaparem, já que a caixa onde ficam é totalmente fechada. Não dá cheiro nem sujeira. Minha amiga está adorando – e olha que a dela está em apartamento, na cozinha mesmo. Também sinto nojo e tenho dois bebês em casa, mas vou arriscar, pois pelo que falam e pelo que vi no site, parece bem seguro. Depois mando notícias.

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