Eu já ouvi o Luis Nassif tocar chorinho ao vivo, na sala da casa de um amigo. Tudo “culpa” de um amigo em comum, o finado Zé Grandão, que tanta falta faz nos jornalões da vida, dos quais ele já tinha se cansado há muito, muito, muito tempo atrás.
Hoje, via Bica, o maravilhoso, fiquei sabendo da campanha de Lord Nassif contra a Veja. Fui ler, larguei Campus Party (tá fervendo), site que tinha que ir pro ar e fui ler. Ele explica que comprou briga com blogueiro da revista e conta a história de como a internet democratiza a vida (não é só a informação, nem a educação, desculpa, Luis). E quer ver se, na rede, conquista apoio, suporte e repercussão. Eu recomendo fortemente o apoio ao Nassif, via trackbacks, posts, comentários e, se for possível, passeata em frente ao túmulo de vidro lá na Marginal do Pinheiros, ao lado da estação Pinheiros da CPTM.
Cheguei à página Google que ele construiu. Aí sim, o negócio do jornalismo me caiu consciência pra dentro como um tsunami. Tive consciência do quanto é difícil a vida nesta profissão desgraçada que eu escolhi e adoro - embora pratique para poucos. Primeiro, Nassif é um herói de qualidade inegável - e que tem poucos pares, infelizmente. As suas conquistas, na minha opinião: ele criou e mantém (deve ter mais de 50, quase 60, fácil) independência, qualidade e dignidade - através da Agência Dinheiro Vivo, onde distribui conteúdo de primeiríssima. Coisa raríssima. Segundo, é capaz, com seu jeito manso de mineiro, invocar a santa liberdade para peitar veículo que vende milhão de exemplares por semana neste Brasil analfabeto, burro e corrupto.
Ele sabe, ele viu nascer. Eu tenho orgulho descabido por gente como Luis Nassif existir e ser compatriota, colega (ô pretensão!). São guerreiros, profissionais, mantêm suas qualidades bem alinhavadas com os defeitos e seguem na vida distribuindo sua sabedoria sem reservas.
Eu levanto e aplaudo de pé o seu iG, com Caio Túlio Costa à frente e a maravilhosa equipe na base, que possibilita este tipo de manifestação.
E me alivia saber que a rede está aí e, a não ser que a gente viva na China ou em Myanmar e similares, há salvação. Sim, eu acredito na revolução pelos bytes. Aumentem a banda, por favor.
(um post para Bicarato, Jorge Rocha, Pollyana Ferrari e Ceila Santos. São companheiros, lutadores e heróis, também)





6 responses so far ↓
1 Sergio Lima // Jan 31, 2008 at 7:44 pm
Opa Lucia!
Legal esta campanha do Nassif… eu tinha lido no google reader mas não tinha idéia do tamanho da peleja….
Vou ler o texto dele depois com mais calma
[]’s
2 Jorge Rocha // Jan 31, 2008 at 8:02 pm
dificil nao tomar parte nessa empreitada, lucia. é aquela velha historia: encarar de frente ou fingir de morto. e como nunca aprendi esse ultimo truque …
3 Lucia Freitas // Feb 1, 2008 at 2:26 am
Sérgio, se a gente não explica direito, ninguém entende. Ainda bem que consegui
Jorge, queridíssimo. Fingir de morto? o que é isso mesmo? Adoro uma briga…
4 Thássius V. // Feb 1, 2008 at 1:55 pm
Viva a democracia.
5 No meio do caminho tem um sonho » Ladybug Brasil - Sobrevôos, descobertas, achados. // Feb 28, 2008 at 12:20 am
[...] Quer saber mais? Leia Jornalismo de boa cepa [...]
6 Anny // Feb 29, 2008 at 4:59 pm
Oi Joaninha:
Fiquei sabendo dessa história no blog Para ler sem olhar:
http://paralersemolhar.blogspot.com/
Como não tinha visto ninguém comentar o assunto deixei o link dele com vários amigos.
Conte comigo, Lu
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