[Este post ficou de molho por tempo demais. Publique-se]
Fui convidada para outro meme: Pipoca com Pimenta, criado pelo Márcio Pimenta e transmitido pelo Norberto Kawakami, do Escrita Torta…
Agora a brincadeira é escolher filmes e falar sobre eles. Ah, bom…
BladeRunner (Riddley Scott, 1982)
Este denuncia a idade, mas quem está preocupada com isso?
Assisti umas 8 vezes, no tempo em que DVD, HDTV e TV a cabo eram algo impensável e inexistente. A questão continua atual: o que nos faz humanos? Scott é um P* diretor, sempre levanta ótimas bolas. Ontem assisti outra produção dele (Um bom ano, com o Russell Crowe), que também é bem interessante.
[youtube ZQcUS4chhc4&rel=1 Roy-Batty Blade Runner]
Matrix (1999, Andy & Larry Wachowski)
Era a véspera do bug do milênio. E eu saí do cinema - fui com o Márcio Ribeiro - aos pulos! Como eles conseguiram perceber e sintetizar tanto? Visões, insights, entusiasmo. Já reassisti muitas vezes (mais que Blade Runner, podes crer) e não fujo à reprise. Continuo sem saber, entretanto se é melhor usar a pílula vermelha ou a azul…
[youtube te6qG4yn-Ps Matrix - the pill]
Eu participei, há algum tempo, do curso Amor, Clínica, Cinema e Subjetividade, da minha amiga Margaret Chillemi… Assistimos muitos filmes, todos importantes: Os Incompreendidos (1959, Truffaut); Esposamante (1977, Marco Vicário); Os Amantes de Pont-Neuf (1991, Leos Carax); O Filho da Noiva (2001, Juan José Campanella) e Fale com Ela (2002, Almodóvar). Fui revirar os arquivos do nosso grupo de discussão e reencontrei trechos de poemas, teses, blogs, citações de filósofos - Guattari, Deleuze.
Vontade de compartilhar dois trechos de Diálogos, de Deleuze e Parnet:
“Mas o que é, precisamente, um encontro com alguém que se ama? Será um encontro com alguém, ou com animais que vêm povoá-los, ou com idéias que os invadem, com movimentos que os comovem, som que os atravessam?”.
“À minha vontade abjeta de ser amado, substituirei uma potência de amar: não uma vontade absurda de amar qualquer um, qualquer coisa [...]. Fazer um acontecimento, por menor que seja, a coisa mais delicada do mundo, o contrário de fazer um drama, ou uma história. Amar os que são assim: quando entram em um lugar, não são pessoas, caracteres ou sujeitos, é uma variação atmosférica, uma mudança de cor, uma molécula imperceptível, uma bruma, ou névoa”.
E, para fechar, o água com açúcar de onde extraí o título do blog: Sob o Sol da Toscana (2003, Audrey Wells)
[youtube hWEkGQPDkV0&rel=1 Trailer - Under The Tuscn Sun]
Gostou? Quer entrar na roda? Fique à vontade!







2 responses so far ↓
1 Norberto Kawakami // Dec 3, 2007 at 11:59 pm
Uau! Essa é a cena que eu mais gosto no Blade Runner!
“All those memories will be lost in time like tears in the rain… Time to die…”
E ainda por cima é da versão do diretor!!!
abração
2 Lucia Freitas // Dec 4, 2007 at 11:03 pm
Antes de mais nada: obrigada pelo convite. Foi um belo exercício! Acho maravilhoso o que está à nossa disposição na rede, não? Sempre fico encantada.
bj procê meu querido
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