
Vocês leram direitinho o que eu falei no post sobre política? Entonces! Enquanto a gente se preocupa com o Tiririca, se a Dilma é ou não o novo Pitta – em âmbito federal, claro – e o que sairá das urnas, silenciosamente o Congresso continua em ação. Sim, caros leitores, não bastou gritarmos contra o PL do Azeredo. Nem a gente participar da consulta pública para o Marco Civil da Internet, tão discutido durante a Campus Party Brasil 2010. Os homens do mal continuam à solta no Planalto Central.
E se não é o Caribé para gritar #meganão, na boa, a gente se perdia. Um tal de Deputado Pinto Itamaraty pede a aprovação do PL-84/1999, que criminaliza (penalmente) vários usos da internet. Detalhe: o pedacinho de lei está tramitando em regime de urgência em quatro comissões. Se a gente marcar bobeira, dançamos – porque a referência dos caras lá em Brasília é a tal Convenção de Cibercrimes de 2001, mais conhecida como Convenção de Budapeste, da qual o Brasil não é signatário!
De novo e de novo e de novo, os políticos – que confundem o Twitter com o blog Twitter Brasil ad infinitum – e não sabem ao certo o que é a internet, a não ser quando lhes interessa nos encher os pacovás, vem colocar a mão onde não devem. Sem falar com quem sabe. Sem consultar a população, claro. [Leia mais →]

Há dois anos atrás, os ecologistas Erle Ellis e Navim Ramankutty, da Universidade de Maryland, lançaram um mapa dos biomas no mundo. Estes mapas sempre estiveram nos atlas e paredes das salas de aula, mas o deles é fundamentalmente diferente: eles atualizaram a definição de bioma para refletir como os seres humanos usam a terra. Ou Terra, para ser mais exata.
Com mais de 6 bilhões de pessoas na superfície do planeta, faz sentido este mapeamento. Usamos mais água, energia e matéria prima que qualquer outra espécie conhecida. E a definição clássica de bioma não levava em conta a presença da humanidade. Por isso eles batizaram estes sistemas de antromas (biomas antropológicos).

Quando apresentaram o conceito, alguém pediu detalhes sobre a evolução desta ocupação. E a dupla fez um conjunto de mapas com as mudanças que aconteceram nos antromas desde a Revolução Industrial. “Hoje a biosfera é totalmente transformada pelas pessoas. A biologia acontece dentro de um contexto humano, não natural”, diz Ellis.
Publicados na edição de setembro da Global Ecology e Biogeography, os mapas mostram que em 1700, o homem já havia ocupado quase todas as áreas habitadas do planeta. Como hoje, só havia ambientes selvagens nos desertos e nas tundras. Mas em 1700 ainda existiam espaços seminaturais – utilizados pelo homem de forma sutil. Estes, hoje, sumiram do mapa. E os que restam são cercados por paisagens intensivamente usadas.

Para o futuro, os pesquisadores querem sobrepor seus antromas a outras métricas ecológicas, como biodiversidade e produção de biomassa. O trabalho dos pesquisadores levanta questões éticas e filosóficas sobre a diferença entre natural e selvagem e o valor da natureza. Para Ellis, a diferença é irrelevante e natureza é exatamente o que as pessoas acham que é.
Seja qual for a resposta, “o principal é que as pessoas precisam saber qual é o impacto – e os benefícios – que provocam na natureza”, diz Ellis.
Via Wired Science

Priscila, Boris, Tico e Nina: o quarteto
Esta semana a Denise Rangel me perguntou por e-mail o que eu faço com a areia suja do meu quarteto felino para ajudar uma leitora. A areia sanitária é algo que desperta diversas questões ecológicas. Primeiro, por sua composição. Temos à disposição das mais simples, de argila, às importadas que prometem absorção, nada de cheio e outras maravilhas – e que usam muita química. Aqui em casa, escolho sempre a mais barata e os pacotes grandes, de 12 quilos. Razões? É melhor uma embalagem de 12 quilos que três embalagens de quatro, não? A gente usa aqui uns 24 quilos de areia, eram seis embalagens que viraram duas com os pacotões. Para minha delícia, os grandões são muito mais fáceis de carregar que os pequenos.
Então vem a segunda parte: o que fazer com as excreções? Eu limpo as caixas todos os dias, reúno as bolinhas de xixi e o cocô dos meus queridos numa lata de lixo só para isso. E mando tudo para o aterro sanitário. Nada de colocar na privada – porque a areia é argila e tende a entupir canos, e para completar, você contamina a água.
Se você tem outras dicas sobre como lidar com esta questão, use os comentários.

Amigos, familiares e pessoas revoltadas com o acidente da TAM. Foto: HelenaN, em CC
Lá vem outubro e as eleições. Ontem, no Twitter, descobri com o Caribé e o Big Digo que, sim, a gente pode apoiar candidatos em nossos blogs. Bacana. A minha questão nesta eleição, entretanto, é outra. Sempre fui minoria, num sistema político que se diz democrático, mas não tem o menor respeito por quem tem é diferente. Como minoria, a gente se acostuma a não ter o que acreditamos representado no mundo das leis e da política. A ver nossas crenças espezinhadas, desprezadas, até criminalizadas.
Sou filha da revolução, nascida em 1965, um ano depois do Golpe de 64, crescida em plena repressão. Cantava, ainda menina, junto com a Elis Regina sem saber ao certo porque esperava a volta do irmão do Henfil – para descobrir quem era o Henfil muito mais tarde. Filha de dois professores quase reacionários, que me colocaram no colégio bacana e experimental, acabei virando para o que se pode chamar de “esquerda”. E quando pude votar, escolhi a “revolução” que nascia no Grande ABC, dentro do Sindicato dos Metalúrgicos. [Leia mais →]

foto: divulgação
Nem lembro como foi que eu achei o Horta Pronta®. O sisteminha de plantio, bem interessante, foi construído pelo paulistano Eliel Bragatti, 34 anos. A coisa toda começou quando o moço participou da elaboração de uma associação entre produtores e consumidores de alimentos orgânicos – e percebeu as perdas que aconteciam no caminho. Ele usa os tijolos ecológicos para plantar as mudas. O sistema foi patenteado e, enquanto ele não fecha acordo com distribuidores, criou um site simplesinho para vender a sua invenção.
Hoje ele tem disponíveis: Alecrim, Alfazema-Lavanda, Arruda, Hortelã, Manjericão, Orégano e Tomilho. Eliel cobra R$ 49,99 por cada kit. Em São Paulo, a entrega é grátis e vem tudo prontinho. Para o resto do Brasil, ele manda o kit com todas as orientações de plantio – e é preciso antes da compra entrar em contato por e-mail para saber o valor do frete.
Como bônus, para cada plantinha, Eliel conta seus usos culinários e medicinais.

Vocês lembram que comentei, no início do ano, sobre as iniciativas sustentáveis da rede Walmart? Em julho, eles lançaram o mês da Terra, para turbinar o conhecimento de seus consumidores sobre os produtos que causam menos impacto ambiental – e, claro, aumentar o consumo destes produtos. Com direito a área especial nas lojas, eles são classificados de um jeito que ajuda os clientes a tomar decisões de compra boas para o bolso e para o planeta. [Leia mais →]

Foto: daxfdr em CC
Neste fim de semana (21 e 22 de agosto de 2010), o Parque Ibirapuera comemora mais um ano de vida como uma das mais belas áreas verdes da cidade. O tema do aniversário deste ano é Vida, Movimento e Convivência, que resume a função acolhedora do parque no dia-a-dia de São Paulo.
A festa organizada pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente tem várias atividades. No sábado, 21, a partir das 16h, o parque colocará à disposição dos freqüentadores uma oficina de adereços com materiais reciclados – a atividade servirá como preparação para o baile, que acontece das 17h30 às 21h30. A abertura da festa ficará por conta do grupo de sapateado Christiane Matallo, seguida do baile com a banda Funk como Le Gusta e DJs. [Leia mais →]

Ilustração: Micky! em CC
Pesquisadores, estudantes e empreendedores poderão encaminhar até 30 de setembro ideias para o programa Eco Challenge: Powering the Grid, da General Electric, que prevê investimentos de US$ 200 milhões.
O objetivo é incentivar projetos na área de geração, distribuição e uso de energia renovável. A iniciativa visa à busca de soluções para geração de energia limpa e a diversificação das matrizes energéticas existentes. São três as categorias: Energias Renováveis, Rede Elétrica e Casas e Prédios Ecológicos. O programa é aberto a maiores de 18 anos. [Leia mais →]